No programa Última Análise desta terça-feira (28), os convidados falaram a respeito da perseguição interminável do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, contra a cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como “Débora do Batom”. Condenada 14 anos de prisão, por ter pichado uma estátua com batom, durante os atos do 8/1, ela agora sofre com uma análise judicial sobre sua tornozeleira.

“É obsessão e sadismo do ministro. A defesa de Débora pediu diversas vezes para que ele decida sobre a progressão de regime. Estamos falando de um ano em que Moraes adota ‘chicanas jurídicas’, para prolongar a ação, que é de menor potencial ofensivo”, avalia o jurista Frederico Junkert.

Ainda, recentemente, a Gazeta do Povo fez um pedido para entrevistar Débora, prezando pela liberdade de informação. Porém, o pedido foi ignorado pelo ministro, que a mantém em silêncio.

Para o editor de Ideias da Gazeta do Povo, Gabriel de Arruda Castro, a omissão revela uma insegurança de Moraes. “Ele repete várias exclamações em suas decisões e só quer calar aqueles que são vítimas das decisões. Para não ser exposto, tenta intimidar quem denuncia seus abusos”, ele explica.