Na semana passada, o advogado-geral da União, Jorge Messias, convidou para um almoço o ex-ministro da Justiça, ex-ministro do Supremo e ex-advogado do Master Ricardo Lewandowski; o atual ministro da Justiça, Wellington Silva; o secretário-geral da Interpol, o brasileiro Valdecy Urquiza; e Andrei Rodrigues, diretor da Polícia Federal. Qual foi o cardápio desse almoço? Oficialmente, era a entrega de uma medalha para Urquiza. Mas não deve ter sido só isso. Certamente Lula pediu a Messias que resolvesse uma certa questão. E o que teria de ser resolvido, que envolve a PF, a Interpol – que atua na Espanha também –, Lewandowski e o ministro da Justiça? Bem, a PF está investigando Lulinha, está investigando o Marcola do Lula… deve ser isso, não?

O relator das investigações contra Lulinha é André Mendonça, que virou uma referência de legalidade no Supremo. Mendonça é presbiteriano, e faz sermões sobre trechos do Antigo Testamento. É lá que está a história de Sodoma e Gomorra; se houvesse dez justos naquelas cidades, não teria havido a chuva de enxofre e fogo. Não seria maravilhoso haver dez justos no Supremo, além de André Mendonça? Mas, hoje, esses são sonhos utópicos.

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