O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), frustrou as expectativas do presidente Lula (PT) e não pautou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6×1 na sessão desta quarta-feira (2). O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) garante que a votação ocorrerá até o final de outubro, mas não crava o feito para antes do primeiro ou do segundo turno das eleições.

A pauta é um dos tópicos abordados por Lula em sua campanha, e a aprovação antes do pleito representaria um ativo eleitoral a ser utilizado. A líder no Senado, Teresa Leitão (PT-PE) minimiza o impacto e afirma que Alcolumbre “nunca disse que colocaria para votar” e que a bancada governista tentava convencê-lo.

Randolfe acusou os senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Rogério Marinho (PL-RN) de esvaziarem o plenário, o que “impediu que a votação da PEC ocorresse neste momento”. Para a aprovação, uma PEC precisa de ao menos 49 votos favoráveis nos dois turnos. Segundo Randolfe, seria arriscado pautar a matéria com menos parlamentares presentes.

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