
O candidato à Presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado, defendeu nesta sexta-feira (4) uma investigação sobre a suposta propina de R$ 5 milhões que Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, disse ter repassado às campanhas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e Tarcísio de Freitas (Republicanos) em 2022.
Em uma proposta de delação premiada que a Polícia Federal (PL) e o Ministério Público rejeitaram, Vorcaro afirmou que Gilberto Kassab articulou o repasse como parte de um acordo. Kassab é candidato a vice na chapa de Caiado.
Durante sabatina promovida pela Folha de S.Paulo e pelo UOL, em São Paulo, Caiado afirmou que a PF e o Supremo Tribunal Federal (STF) devem esclarecer o caso. Segundo ele, Kassab e Tarcísio já negaram as acusações.
“Que abra tudo, não fique dentro de uma posição. Que a Polícia Federal e também o Supremo identifiquem se houve alguma coisa ou não”, afirmou.
Caiado também disse que defende a apuração independentemente de quem esteja envolvido.
“Roubar com mão direita e esquerda é ladrão”, declarou. Segundo o candidato, uma investigação deve verificar se o relato de Kassab é compatível com os fatos.
Vorcaro apresentou a acusação em três propostas de delação premiada, todas rejeitadas pela PF e pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
As autoridades não consideraram que os relatos apresentassem fatos inéditos. O empresário também afirmou que o PSD recebeu R$ 10 milhões por meio de caixa dois.
Kassab nega as acusações. Ele afirma que os relatos de Vorcaro “não têm qualquer sustentação factual” e diz que não mantém relação com o empresário.
Caiado nega favorecimento ao Banco Master
Durante a sabatina, Caiado também negou que seu governo em Goiás tenha favorecido o Banco Master por meio de um projeto de lei que ampliou o crédito consignado no estado.
Segundo o candidato, a medida alcançou todas as empresas autorizadas a oferecer esse tipo de crédito, incluindo o Master.
Crítica à atuação do STF
Caiado também defendeu mudanças nas regras para ministros do STF.
Entre as propostas estão idade mínima de 60 anos para assumir uma cadeira na Corte, quarentena de quatro anos para o retorno à atividade profissional após deixar o Tribunal e prazo de oito anos para que um ex-ministro possa ingressar na política.
O candidato afirmou que o STF atravessa um período de “desordem institucional” e defendeu o retorno de critérios mais rígidos de conduta e decoro para os integrantes da Corte.
Caiado também voltou a defender o afastamento do ministro Alexandre de Moraes, após a divulgação de conversas atribuídas ao magistrado com Vorcaro.
Ele ainda pediu a quebra do sigilo de processos relacionados ao Banco Master e ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Na área econômica, o candidato propôs cortar as emendas impositivas, auditar os gastos públicos e revisar cerca de R$ 600 bilhões em incentivos e isenções fiscais.
Na segurança pública, reiterou sua oposição ao uso de câmeras por policiais.

















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