O senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou nesta quinta-feira (3) que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), transformou novamente o Inquérito 4.781, conhecido como “inquérito das fake news” ou “inquérito do fim do mundo”, em um instrumento de poder pessoal ao pedir ao presidente da Corte, Edson Fachin, autorização para investigar o ministro André Mendonça.

Em nota, Marinho classificou a iniciativa como uma “inversão intolerável de valores” e afirmou que Moraes deveria prestar esclarecimentos sobre os fatos que envolvem seu nome, em vez de usar poderes investigativos para constranger quem conduz apurações que o alcançam.

O senador também reforçou a convocação para as manifestações de 7 de Setembro, ao defender uma reação “pacífica e democraticamente” contra o que chamou de práticas de exceção e abuso de poder.

Segundo Marinho, o inquérito, aberto há sete anos e com limites que, em sua avaliação, ficaram cada vez mais amplos, passou a funcionar como uma espécie de proteção para Moraes.