O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, determinou nesta quarta-feira (9) a suspensão tanto da decisão do ministro André Mendonça — que havia afastado o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o diretor de inteligência, Leandro Almada — quanto da decisão do ministro Flávio Dino, que havia ordenado o retorno imediato dos delegados aos cargos.

Fachin interveio diretamente no impasse institucional instaurado na Corte no âmbito do pedido ajuizado pela Advocacia-Geral da União (AGU). Ele enfatizou que a sucessão de decisões monocráticas divergentes criou um “inconciliável conflito de posições judiciais” e uma sobreposição de ordens que geram grave lesão à ordem pública e à integridade do próprio tribunal.

Diante desse cenário, Fachin reafirmou a competência exclusiva da Presidência para centralizar e conduzir o saneamento de todos os procedimentos correlatos.

A crise teve início com a decisão de Mendonça na Petição 16.662, que determinou o afastamento preventivo dos dirigentes da PF sob a acusação de monitoramento ilegal de autoridades por meio de relatórios de inteligência. Na sequência, a AGU recorreu a Fachin por meio do pedido de suspensão de liminar.