Mesmo após determinar que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) retire o sigilo dos documentos envolvendo o caso Master, o presidente da Corte, Edson Fachin, mantém sob sigilo um processo sob sua relatoria com informações sobre a relação entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Dias Toffoli.

A determinação pelo fim do sigilo ocorreu nesta quinta-feira (10). Após uma manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), Fachin deu 24 horas para que o relator da operação Compliance Zero torne públicos outros documentos que seguem sigilosos, exceto os que poderiam prejudicar investigações em curso caso circulem.

As duas determinações, no entanto, atingem apenas Mendonça. A ação sob o controle de Fachin é uma arguição de suspeição da Polícia Federal (PF) contra Toffoli. O pedido foi arquivado, mas motivou a substituição da relatoria do caso Master. Nele, há os indícios que motivaram a PF a argumentar que Toffoli não poderia julgar o banqueiro.

A Gazeta do Povo entrou em contato com o Supremo para saber se o sigilo da Arguição de Suspeição (AS) nº 244 será levantado. O espaço segue aberto para manifestação.