O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), tornou-se um dos principais alvos da direita durante esta semana de julgamento do ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal (STF). O senador do Amapá é acusado de barrar a votação de pedidos de abertura de processo de impeachment contra o aliado.

Com a escalada da crise no Supremo, a oposição voltou a pressionar Alcolumbre no Congresso e a postura do presidente do Senado foi objeto de manifestações encabeçadas por candidatos. Durante o julgamento no STF nesta terça-feira (15), o candidato a presidente Romeu Zema (Novo-MG) protestou junto com deputados e senadores do Novo, em frente ao Congresso Nacional, para cobrar a abertura da investigação contra Moraes no STF.

“Boa parte do Supremo está apodrecido, se corrompeu e perdeu toda a credibilidade. Em 135 anos, o STF nunca teve esse tipo de comprometimento tão grave por causa dessa cultura dos ‘intocáveis’, que se consideram acima da lei”, disse o presidenciável.

Antes do evento, Zema acusou Alcolumbre de blindar os ministros da Suprema Corte ao não colocar em pauta no Senado a votação para abertura de processos, que podem culminar na cassação de mandatos dos magistrados. “O Davi Alcolumbre é a ‘paquita do Xandão’ e já engavetou mais de 100 pedidos de impeachment contra ministros, incluindo o meu pedido contra Alexandre de Moraes”, declarou.