
“Elton John na cadeira de rodas. Com 79 anos… É, tá bombando… Alô?” — Funcionária do Itamaraty, fofocando sobre celebridades com o microfone aberto e interrompendo uma sessão solene da OEA. O Brasil não corre o menor risco de voltar a ser respeitado no exterior.
“Vocês não têm medo do Presidente Trump transformar o Brasil numa Venezuela?” — Irena Ravache, atriz militante, provocando a “extrema-direita” com delírios sobre uma invasão americana. Ele que não nos ameace com uma bênção dessas!
“A política está difícil para todo mundo” — Fernando Haddad (PT-SP), poste de Lula nas eleições para o governo paulista, desabafando sobre a ingrata tarefa de tentar vencer uma eleição pelo PT em SP. Realmente, a vida política fica muito complicada quando seu partido vive enrolado em tudo que é escândalo de corrupção.
O Julgamento do Século
“Na condição de presidente do TSE, eu não me sinto confortável para participar desse julgamento” — Kássio Nunes Marques, ministro do STF indicado por Jair Bolsonaro, lavando solenemente as mãos ao se abster da votação contra Alexandre de Moraes. Quem ganhou foi a Laurinha, que deixou de ser a maior fraquejada do Capitão.
“A minha amiga daquele dia deu certo, né? Ela disse que ficou com o Kássio. Tá me cobrando aqui. Dez [mil reais]” — Rayanna, agenciadora de acompanhantes, cobrando Daniel Vorcaro pela suposta assessoria prestada ao ministro Kássio Nunes Marques. O verdadeiro “desconforto” vai ser se explicar em casa.
“Não existe, nem tive, relacionamento de proximidade com o senhor Daniel Vorcaro” — Paulo Gonet, procurador-geral da República, negando intimidade após ser flagrado combinando festinhas com o entorno do banqueiro. Coitado do Gonet: deve ter tomado o uísque de canudinho e fumado o charuto com piteira só para não correr o risco de contrair proximidade com o anfitrião em Londres.
“Eu pergunto: quem tem medo da Polícia Federal?” — Alexandre de Moraes (STF-SP), ministro do Supremo, fazendo uma ilação contra o colega André Mendonça. Quem tem contrato de gaveta usando a esposa como laranja, quem se acovarda e manda mensagem de visualização única para banqueiro corrupto, quem tem filho recebendo mesada de 300 mil reais… Esse aí deve ter medo até de sirene de ambulância.
“Está a serviço de um grupo político que quis dar um golpe nesse país” — Alexandre de Moraes, sacando o coringa do “golpismo” para desqualificar qualquer tentativa de investigação contra si próprio. A serviço de quem o Mendonça está pode até ser discutido; já a doutora Viviane Barci, todo mundo sabe para quem trabalha.
“A gente teria que pedir a extinção da petição” — Alexandre de Moraes, exercendo com louvor a nobre função de ser juiz, parte e defensor de si mesmo, ao votar contra investigação. Simples assim! Basta o ministro Alexandre de Moraes mandar arquivar a petição contra o suspeito Alexandre de Moraes. E quem reclamar é golpista!
“Este STF provocou, acho, um mal-estar cívico em todas as cidadãs e cidadãos brasileiros nestes últimos dias” — Cármen Lúcia (STF-MG), sobre as suspeitas de corrupção que envolvem a Corte. Mal-estar cívico a gente já sentia quando inocentes eram presos sem o devido processo legal, enquanto a senhora declamava poesia de DCE e chavões feministas no plenário do Supremo.
“Eu me sinto um pouco até envergonhada” — Cármen Lúcia, ainda sobre a crise no STF. Quem diria que, nessa idade, Carminha desbloquearia uma nova emoção: a vergonha.
“Eu peço desculpas ao povo brasileiro, que talvez tenha esperado de mim uma postura diferente” — Cármen Lúcia, sobre seu papel omisso no Supremo. As desculpas são por se solidarizar com Alexandre de Moraes ou por citar Clarice Lispector no seu discurso?
“Vossa Excelência viu o vídeo do Fábio Porchat?” — Flávio Dino, demonstrando em plenário todo o foco, a sobriedade e a solenidade que o cargo exige. Sempre achei que a hermenêutica do ministro estivesse mais para uma mistura de Praça É Nossa com Zorra Total.
“Não me importa se haverá, no meu Instagram ou no meu Facebook, milhares de mensagens dizendo da impunidade e da corrupção” — Flávio Dino, exercendo desapego republicano diante da indignação popular. Coerência pura: se a mera associação com a corrupção e a impunidade tirasse o seu sono, o homem jamais teria aceitado ser ministro do Lula.
“Há as mensagens do Ministro Fux, há as mensagens do Ministro Kássio, há as mensagens relativas ao Ministro André, nós vamos parar onde?” — Flávio Dino, acionando o botão de pânico para lembrar aos colegas que ninguém tem telhado de vidro. No que depender da vontade popular, vão todos parar no xadrez.
“Eu nunca vi tanta corrupção no sistema de justiça do Brasil” — Flávio Dino. Foi impressão minha ou o companheiro Dino falou isso com aquele sorrisinho de dever cumprido?
“Quando eu ingressei na magistratura, os corruptos do Poder Judiciário cabiam nos dedos da mão. Hoje, mesmo que junte as mãos de todos que aqui estão neste plenário, não vai caber” — Flávio Dino, sobre o aumento da corrupção após sua entrada no Judiciário. Deve ser apenas uma coincidência que a corrupção no Judiciário tenha explodido após sua chegada.
“A ironia serve para descontrair o ambiente. É Aristóteles” — Flávio Dino, inventando erudição clássica sob medida para rebatizar deboche e corporativismo como alta filosofia. Corromperam até Aristóteles.
“Isso não se faz! Pessoas decentes não fazem isso!” — Gilmar Mendes (STF-MT), ministro do Supremo, sobre suposto cunho eleitoral na investigação contra Alexandre de Moraes. Fica a advertência: qualquer indivíduo encontrado em flagrante estado de decência nas dependências do Supremo corre o risco de ser sumariamente incluído no Inquérito do Fim do Mundo.
“O sujeito tem que se algemar quando quiser fazer esse tipo de coisa. Quando tiver a tentação, tem que pedir que Deus interceda!” — Gilmar Mendes, recorrendo ao misticismo para criticar a demissão do diretor-geral da PF. Curioso: na hora de resistir à tentação de despachar um habeas corpus remunerado, ninguém cogita incomodar o Altíssimo.
“Mesmo o colega que esteja eventualmente envolvido. Que teve um filho… não pode estar submetido a esse tipo de vexame. É uma atitude covarde… vil… Até a máfia tem ética. É preciso ter decência” — Gilmar Mendes, evocando os princípios do crime organizado para defender a blindagem dos seus pares. Se até a máfia tem um código de ética, por que o STF segue operando nessa várzea?
“Paulo Gonet tem reputação ilibada e vida pública de lisura insuspeita. Mesmo assim, teve a honra injustamente manchada pelo levantamento do sigilo de conversas que nada de ilícito retratavam” — Gilmar Mendes, prestando apoio ao procurador-geral da República enrolado no Caso Master. Depois desse atestado de idoneidade do Gilmar, aguarda-se apenas que Alexandre Nardoni confirme que Gonet é um pai exemplar e Suzane von Richthofen ateste que o homem é, acima de tudo, um bom filho.
“Assumam que estão ferrados” — Kássio Nunes Marques, na última mensagem a Gilmar Mendes antes de bloqueá-lo no WhatsApp. Não, Kássio, ferrados estamos nós.
“Bom dia. Cuide de não encher meu saco!” — Luiz Fux, ministro do Supremo, em mensagem a Gilmar Mendes no WhatsApp. Que o plenário aprove a petição com efeito vinculante para o resto do país.
A Semana do Janjo
“Quem fez putaria vai ser desmascarado” — Lula, sobre o julgamento do Caso Master no STF. Cuidado, Lula, lembra daquele ditado: “Marido traído é sempre o último a ficar sabendo”.
“Se não tem carne, a gente come ovo” — Lula, sobre o alto preço da picanha. Pelo visto, mais quatro anos de Lula e a gente chega ao osso.
“Whisky pode ser o Macallan, que o Fábio [Lulinha] gosta” — Roberta Luchsinger, lobista apontada como sócia de Lulinha na máfia do INSS, em mensagem interceptada. E se não tiver Macallan, o Lulinha que beba gemada!
“Eu vou dizer para vocês uma coisa: é quase que uma quadrilha, não uma família” — Lula, sobre a família Bolsonaro. É, mas ainda vão ter que batalhar muito para chegar aos pés dos Corleone, dos Soprano, dos Beira-Mar, dos Lula da Silva…
“Hoje, uma pessoa pobre faz radioterapia pelo SUS na mesma máquina que o presidente Trump” — Lula, sobre as supostas vantagens do SUS. Mas essa pessoa certamente não é o Lula, que só se trata em hospital particular.
“O vermelho da minha bandeira é o sangue de Cristo. Por que eu tenho barba? Jesus Cristo era barbudo” — Lula, em discurso a líderes evangélicos. Justificar a barba e a cor vermelha é fácil. O chifre a gente também entende. Difícil mesmo é explicar o tridente e o cheiro de enxofre.
“Enquanto a Igreja Católica não acabar com o celibato e permitir que as mulheres possam ser padres [sic], ela vai passar dificuldades” — Lula, criticando dogmas milenares da Igreja em discurso a líderes evangélicos. Antigamente o Lula ainda oferecia uma maçãzinha antes de tentar te levar pra perdição.
“Eu vou lá nos EUA falar na cara do Trump para ele não se meter com o Brasil” — Lula, lançando mais uma bravata contra Trump durante um comício. Vai lá e fala assim mesmo… que o Trump te coloca de castigo no mesmo cantinho do seu amigo Maduro.
Meninas Superpoderosas
“Machismo político deixou Cármen Lúcia fora do Madame Satã” — analisa Angela Boldrini, na Folha de S.Paulo, sobre uma festa de Daniel Vorcaro com 20 mulheres e 120 homens, entre os quais haveria ministros do STF. Agora fiquei em dúvida: a ministra foi preterida na cota dos magistrados ou na das “suicinhas”?
“É sintomático que o escândalo do banco Master envolva tantos homens. Precisamos de mais mulheres nos espaços de decisão” — deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP), lamentando a ausência de mulheres nos escândalos de corrupção. Eram seis mulheres para cada homem, ou seja, apenas a famigerada escala 6×1 no setor de prestação de serviços.

















Leave a Reply