A utilização da imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em campanhas eleitorais entrou no radar da Justiça Eleitoral, e diferentes decisões têm impactado candidaturas de nomes da direita nesta eleição. Além da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), candidata ao Senado pelo Distrito Federal, restrições ou apreensões de materiais de divulgação com a imagem do ex-presidente atingiram candidatos em São Paulo e no Rio de Janeiro.

As decisões têm como pano de fundo as medidas impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) ao ex-presidente, que restringem manifestações político-eleitorais, inclusive por terceiros, após a condenação por tentativa de golpe de Estado. A interpretação sobre o alcance dessas medidas, no entanto, não é uniforme entre os tribunais.

Especialistas ouvidos pela Gazeta do Povo também divergem sobre até que ponto essas restrições podem alcançar candidatos que utilizam a imagem de Bolsonaro em suas campanhas. No Distrito Federal, por exemplo, a Justiça Eleitoral voltou atrás nesta quarta-feira (23) na determinação que havia suspendido uma propaganda de Michelle Bolsonaro.

A inserção, exibida na televisão durante a propaganda eleitoral gratuita em 7 de setembro, mencionava e mostrava Jair Bolsonaro. O relator Rafael Moreira Mota revogou a suspensão e julgou improcedente a representação apresentada contra a candidata.