Uma cidade com cerca de 260 mil habitantes que ainda não registrou nenhum roubo de veículo, carga, no sistema de transporte público ou latrocínio (roubo seguido de morte) neste ano. É difícil de acreditar que seja no Brasil, mas é — além disso, fica no Rio de Janeiro, um dos ícones do país no que diz respeito ao descontrole da violência e descalabro da situação da segurança pública no Brasil.

Apesar disso, Volta Redonda foge ao clichê fluminense e tem chamado a atenção com bons resultados no combate à violência. De Norte a Sul do país, alguns lugares têm oferecido bons exemplos regionais no combate à criminalidade e podem servir de referência para o debate de segurança pública nas eleições deste ano.

Enquanto os homicídios caem em um canto e na média nacional, disparam do outro lado do país. Existem municípios onde os cidadãos nunca viram um fuzil, e outros onde essa presença macabra faz parte do cotidiano nas ruas de muitos bairros. Os furtos e roubos de celulares são uma espécie de “epidemia nacional”, ao mesmo tempo em que há lugares dentro das fronteiras nacionais onde a “doença” parece começar a ser controlada, enquanto em alguns (poucos) lugares, o vírus sequer chegou.

As disparidades regionais de violência num país continental

Com dimensões continentais, o Brasil apresenta diversas disparidades regionais quando o assunto é violência e segurança pública. Enquanto em algumas cidades, como São Paulo, usar um aparelho de celular na rua é uma atividade de risco, existem alguns “oásis” de segurança pública espalhados de Norte a Sul do país. Afinal, o que faz com que sair de casa seja uma atividade muito mais segura em alguns estados do Brasil do que em outros, para além do tamanho dos municípios?