O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes devolveu para julgamento uma ação direta de inconstitucionalidade (ADI) que discute as exigências para porte de arma de fogo de guardas civis municipais. A devolução ocorreu 105 dias após a publicação da ata do julgamento, acima do prazo de 90 dias previsto pelo regimento da Corte para pedidos de vista. Após o término desse prazo, porém, os autos ficam automaticamente liberados para a continuidade do julgamento.

O pedido de vista ocorreu na manhã de 31 de maio de 2026, um domingo. Já a devolução ocorreu nesta segunda-feira (28). O caso está sob relatoria do ministro Nunes Marques. Ele entendeu que não viola a Constituição um trecho do Estatuto do Desarmamento que coloca exigências diferenciadas às guardas civis para o porte de arma de fogo.

Agora, Moraes deve ler seu voto-vista em uma sessão presencial do Supremo. Embora não esteja no centro da crise no Supremo, o caso será mais um que colocará os membros da Corte frente a frente. Moraes foi alvo de um relatório da Polícia Federal (PF) sobre suas relações com Daniel Vorcaro. Já Nunes Marques aparece no caso Master por conta de contratos do advogado Kevin Marques, seu filho, e outro referido pelo banqueiro como sendo pertencente à “Turma do KN”. Ele se declarou impedido na conturbada sessão de 15 de setembro.

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