Para desgastar a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) e a direita, aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensificaram ataques contra os ministros Kassio Nunes Marques e André Mendonça. Indicados por Jair Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal (STF), ambos integram a cúpula do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), responsável por conter a desinformação na campanha.

Acusações sem provas e ofensas partiram principalmente do deputado federal André Janones (Rede-MG), escalado pelo PT para mobilizar a militância nas redes sociais. A defesa da campanha de Flávio Bolsonaro pediu ao TSE para investigar o parlamentar por operar o canal de WhatsApp “Exército de Lula”. Desde a semana passada, o canal virou alvo de disputa no TSE, após decisões de Nunes Marques para suspender seu funcionamento e do ministro Ricardo Cueva para mantê-lo no ar.

Advogados do PL dizem que o canal é “uma estrutura organizada, com comando centralizado, tropa disciplinada e método declarado, montada para produzir e espalhar desinformação em escala industrial em benefício de uma candidatura presidencial e, em muitos momentos, em ataque à Justiça Eleitoral e às instituições da República”.

Além de acusar Janones de espalhar desinformação sobre as propostas do adversário, a defesa de Flávio listou vídeos em que o parlamentar discursa contra Mendonça. Seriam ataques de caráter institucional que, segundo os advogados, mereceriam reação semelhante à implementada pelo ministro Alexandre de Moraes contra apoiadores de Bolsonaro que afrontaram o TSE no passado, se a Corte seguisse suas próprias regras. Na época, o ministro suspendeu dezenas de perfis nas redes sociais e abriu investigações contra parlamentares e militantes da direita.