Após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para seu quarto mandato, a oposição deve se concentrar novamente em uma das suas principais apostas para a próxima legislatura: levar adiante o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), com foco em Alexandre de Moraes.

Com a derrota de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pelo Palácio do Planalto, a direita recorre agora à força conquistada no Congresso, em especial no Senado. O PL terá a maior bancada, com 29 dos 81 senadores.

O partido busca converter esse peso em influência, em primeiro lugar para tentar eleger o presidente do Senado, responsável por encaminhar os pedidos contra ministros do Supremo. Sob Rodrigo Pacheco (PSB-MG) e Davi Alcolumbre (União-AP), a Presidência da Casa travou por anos as iniciativas da oposição contra Moraes.

Nas últimas semanas, o compromisso com o impeachment foi apresentado por parlamentares eleitos como uma obrigação com seus eleitores. “Seria uma covardia, uma traição ao povo brasileiro a gente recuar”, disse recentemente a senadora eleita Bia Kicis (PL-DF), em entrevista à Folha de S.Paulo.