No programa Última Análise desta quarta-feira (04), os convidados falaram a respeito da confirmação da candidatura do senador Rogério Marinho (PL-RN) à presidência do Senado Federal em 2027. A decisão foi anunciada após reunião de lideranças da sigla em Brasília e representa uma tentativa de impedir a permanência de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) no comando da Casa.

“A candidatura de Marinho me parece muito interessante porque ele está atacando não só Alcolumbre, mas a própria posição do Senado, que se tornou uma espécie de extensão do governo. Hoje temos um executivo com um braço no Congresso Nacional”, explica o professor da FGV, Daniel Vargas.

Aliados de Rogério Marinho trabalham com a possibilidade de conquistar votos de senadores de pelo menos sete partidos, para alcançar os 41 apoios necessários à eleição para a presidência do Senado. Em relação ao impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), porém, Marinho disse que não se trata de um objetivo exclusivo.

“Temos votos mais do que suficientes também para impeachment de ministros. Mas, agora, no jogo bruto eleitoral, a estratégia pode ser outra para conseguir votos”, explica o escritor Francisco Escorsim.