O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, aceitou nesta quinta-feira (5) a tramitação da ação do Partido Novo que pede a cassação e inelegibilidade por 8 anos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) por suposto abuso de poder político. Antes de avaliar o mérito do processo, o ministro deu prazo de 5 dias para que as defesas se manifestem.

Cueva concluiu que o processo reúne todas as condições necessárias para a tramitação regular. O partido argumentou que a Presidência da República teria utilizado atribuições privativas de edição de medidas provisórias e decretos para desequilibrar a corrida presidencial em benefício da reeleição.

De acordo com levantamento anexado aos autos, o governo federal editou 35 atos normativos de concessão de benefícios ou de forte apelo popular entre 1º de janeiro e 16 de outubro de 2026. Segundo a legenda, esse número iguala a soma de todas as medidas análogas editadas ao longo dos três anos anteriores do mandato: 17 em 2023, 4 em 2024 e 14 em 2025.

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