O contencioso entre os EUA e o Irã remonta a 4 de novembro de 1979. Nesta data, a embaixada norte-americana em Teerã foi tomada por insurgentes iranianos. Cinquenta e dois norte-americanos foram mantidos em cativeiro durante 444 dias. Uma tropa de resgate foi enviada para salvar os que lá estavam. A tentativa de Jimmy Carter fracassou. Desde então, os dois países não possuem relações diplomáticas formais e a rivalidade persistiu. O Irã tentou assassinar altos funcionários, dentre eles John Bolton e Mike Pompeo.

O Irã possui ambições nucleares e reiterou seu desejo de varrer Israel do mapa. Chegou ao ponto de enriquecer seu urânio a 60%. Deste modo, a teocracia iraniana violou os termos do Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA), assinado em 2015 com o presidente Barack Obama. O Plano previu, dentre outros, a eliminação das reservas iranianas de urânio enriquecido. Na ocasião, Obama, ingenuamente, afirmou que “todos os caminhos em direção a uma arma nuclear estão cortados”.

O Irã driblou tanto Barack Obama como Joe Biden, porquanto o enriquecimento de urânio não parou de crescer. Um Irã plenamente nuclear desestabilizaria a região, pois haveria uma corrida nuclear dos países do Golfo Pérsico em busca de paridade. Além do mais, segundo Trump, os aiatolás estavam desenvolvendo mísseis balísticos capazes de atingir os EUA.

Segundo o embaixador Mike Huckabee, o Irã diminuiu sua produção de mísseis, no entanto, aumentou o alcance dos mesmos. Em um ano, a abrangência subiu de 2 mil para 4.100 km. Deste modo, cidades como Londres, Paris, Berlim e Roma estão sob o alcance do fogo iraniano. Não se sabe quando Nova Iorque ficará sob a mira adversária. Em suma, Trump tinha bons motivos para confrontar o Irã. Errou na execução.