O Ministério Público de São Paulo (MPSP) defendeu o arquivamento da representação criminal contra a deputada estadual Fabiana de Lima Barroso Souza (PL-SP), conhecida como Fabiana Bolsonaro. A parlamentar era acusada de suposto crime de racismo após realizar um ato de “blackface” ao discursar na tribuna da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

O procurador de Justiça Sérgio Turra Sobrane, conclui que as condutas relatadas são protegidas pela imunidade parlamentar e que não há elementos suficientes para evidenciar o dolo específico exigido pelo tipo penal. O parecer foi assinado em 23 de julho. 

A representação foi apresentada pelos deputados estaduais Mônica Seixas (PSOL) e Simão Pedro Chiovetti (PT). Na sessão do dia 18 de março, Fabiana subiu à tribuna e pintou o rosto e os braços de preto, argumentando que “o fato de uma pessoa se pintar de preto não a tornaria uma pessoa negra”.

VEJA TAMBÉM:

  • Fachin dá “puxão de orelha” em advogado por chamar ministros do STF pelo nome