A pressão do governo para abafar as investigações sobre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, criou um embate nos bastidores entre o ministro André Mendonça, relator do inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Mais recentemente, ministros próximos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, também passaram a discutir formas de enfraquecer Mendonça nas investigações sobre Lulinha.

Desde o mês passado, o ministro tenta driblar manobras administrativas internas da PF, sob o comando de Andrei, que dificultam a apuração sobre as suspeitas de tráfico de influência do filho mais velho do presidente no Executivo.

Os indícios surgiram nas investigações sobre fraudes contra aposentados e apontaram relações entre Lulinha, a empresária Roberta Luchsinger e o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”. A suspeita é que eles tentavam fechar contratos milionários em outros órgãos do governo com a influência de Lulinha.