Repense.

Com certeza, ao pensar sobre o ano letivo de 2027, temas não faltariam para qualquer gestor educacional: o reajuste das mensalidades escolares, a inclusão, a reforma tributária, o apagão de professores; ou, quem sabe, o novo Ensino Médio, as novas matrizes educacionais, o fim da jornada 6×1, as infinitas possibilidades com IA, os novos ambientes, os robôs educacionais e tantas outras possibilidades à disposição de mantenedores e gestores para tornar a escola de 2027 ainda melhor, mais atual e pertinente à sociedade que ela integra e forma.

Mas há algo que deveria preocupar ainda mais: como estão as pessoas que compõem a escola de 2027?

Estudantes, famílias e colaboradores chegam à escola carregando os efeitos de um novo tempo que mudou profundamente a forma de viver, relacionar-se e aprender. Especialistas têm alertado para crianças cada vez mais expostas às telas, que trazem consigo dificuldades de atenção, sono e aprendizagem, além de problemas relacionados ao sedentarismo, à alimentação e ao desenvolvimento motor e visual. O resultado tem sido uma enxurrada de laudos, terapias multidisciplinares e uma infância cada vez mais comprometida e medicalizada.