A crise institucional do Supremo Tribunal Federal (STF) e o sucesso das manifestações de 7 de Setembro aumentaram a pressão sobre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para pautar a votação de um pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes no Senado.

Os senadores de oposição ampliaram a ofensiva sobre Alcolumbre, exigindo o andamento imediato na Casa do processo de impedimento contra Moraes.

Mas, até o momento, o presidente do Senado não dá sinais de que cederá. Segundo a analista política Yolanda Tolentino, o senador usa o tempo como desculpa e não nega que pode usar o recurso do chamado impeachment cruzado. Ou seja, se o processo contra Moraes fosse aberto, o do ministro André Mendonça também seria.

“Alcolumbre administra a pressão externa diluindo-a no tempo. A tática é conhecida: acena com regras regimentais aos descontentes, sustenta nos bastidores que pautar matéria de desfecho incerto só incendiaria o país e usa a ameaça do impeachment cruzado como válvula para esfriar o plenário”, explicou.