O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julga a candidatura à Presidência da República de Pablo Marçal (PRTB), nesta sexta-feira (11), em sessão virtual extraordinária. A relatora do processo, a ministra Estela Aranha, votou pelo indeferimento da candidatura com base na condenação de Marçal na Justiça Eleitoral, que suspendeu os direitos políticos do empresário até 2032.

Após a relatora, os outros seis ministros votam pelo deferimento ou indeferimento do registro de candidatura de Marçal. Em caso de empate, cabe ao presidente do TSE, o ministro Nunes Marques, o voto de desempate.

Em compasso de espera, Marçal tem usado as redes sociais para criticar o governo Lula (PT) e a situação econômica do país, mesmo sem fazer menção direta à própria candidatura.

Defesa vê cenário favorável ao deferimento de candidatura de Pablo Marçal

O advogado de Marçal, Tássio Renam, afirmou acreditar em um cenário favorável ao deferimento da candidatura. O principal fundamento da defesa é a decisão liminar da Justiça Eleitoral de Santana de Parnaíba (SP), que reconheceu a filiação retroativa de Marçal ao PRTB em 4 de abril de 2026, justamente a data-limite para filiação partidária para esta eleição. A liminar foi concedida no último dia 15 de agosto e possibilitou o registro da chapa pelo PRTB, depois de Marçal ter migrado para o União Brasil.