A sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que pode definir a abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes foi marcada por uma movimentação intensa nos bastidores entre os integrantes da Corte. Enquanto Moraes conversou em diferentes momentos com Gilmar Mendes e Dias Toffoli, que ocupam as cadeiras à sua esquerda, ele evitou qualquer interação direta com André Mendonça, que ocupa a cadeira à sua direita, nem mesmo quando fez críticas ao colega.

Flávio Dino, por sua vez, deixou o plenário abraçado com o presidente da Corte, Edson Fachin, em conversa amistosa ao final da primeira parte da sessão.

A movimentação entre os ministros ocorre em meio a uma sessão marcada por divergências sobre a própria condução do caso. Logo no início, Gilmar Mendes defendeu a retirada de Mendonça da relatoria, enquanto Dino protagonizou um diálogo tenso com Fachin, sobre sua possibilidade de fazer um aparte durante a manifestação do decano.

Em determinado momento, Moraes chegou a afirmar que Mendonça estaria “a serviço de um grupo político que quis dar um golpe nesse país”, em referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).