Há 957 dias com restrições de liberdade — até este sábado (19) — por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), Filipe Martins já passou ao menos uma semana em cela de isolamento sem iluminação, precisou dormir encolhido em espaço inacabado com menos de 4m², permaneceu 57 dias sem receber visitas e está há três anos sem abraçar a filha. “Tortura psicológica”, aponta o advogado Ricardo Scheiffer, que relata como tem sido a rotina de Filipe Martins na prisão.

Segundo ele, o ex-assessor de Jair Bolsonaro está atualmente na Casa de Custódia Hildebrando de Souza, na cidade paranaense de Ponta Grossa, onde já enfrentou diversos problemas relacionados à falta de infraestrutura.

“Ali não tinha nem cela para o Filipe”, aponta o advogado, ao citar que esse problema de espaço já foi solucionado, mas agora o rapaz passa a maior parte do tempo sozinho, por questão de segurança, sem poder trabalhar ou realizar cursos para aproveitar o tempo e obter remição de pena. “Ali não existem convênios de pós-graduação ou opção de trabalho para o perfil do Filipe, que é formado em Ciências Políticas”, explica a defesa.

A situação, segundo Fernandes, era diferente no Complexo Médico Penal (CMP), na cidade de Pinhais — onde o rapaz permaneceu preso entre fevereiro e agosto de 2024 e entre janeiro e março de 2026 até ser reencaminhado à Casa de Custódia por ordem de Moraes.