Entidades liberais criticaram a ideia de proibir as apostas esportivas no Brasil. Em manifesto divulgado nesta sexta-feira (25), elas defendem a liberdade de escolha individual, alegam que o fim de um mercado recém-regulado gera insegurança jurídica, questionam a justificativa de saúde pública e alertam para o fortalecimento do mercado ilegal.

O texto foi divulgado em meio à ofensiva do presidente Lula (PT) contra as bets. Em um contexto eleitoral em que o mecanismo é uma das pautas, o petista anunciou um pacote de medidas para proibir e criminalizar a modalidade.

O manifesto é assinado por sete entidades: Instituto Livre Mercado, Instituto Atlantos, Juventude Libertária de Sergipe, Ladies of Liberty Alliance (Lola Brasil), Ranking dos Políticos, Clube Farroupilha e Instituto Liberdade. Elas argumentam que a vedação representa um retrocesso diante de um setor regulamentado desde 2018. As empresas autorizadas pagaram outorga de R$ 30 milhões para operar por cinco anos, valor classificado pelo documento como “absurdo”.

“A existência de riscos associados à atividade não elimina a necessidade de regulá-la. Ao contrário, torna a regulação ainda mais necessária – e mais eficaz do que qualquer tentativa de suprimir, por medida provisória, uma escolha que pertence ao indivíduo”, diz um trecho.