O governo da primeira-ministra Giorgia Meloni aprovou nesta quinta-feira (24), em Roma, um decreto que proíbe o uso de burcas, niqabs e outras vestimentas utilizadas por muçulmanos que impeçam a identificação do rosto nas escolas da Itália. A medida faz parte de um pacote voltado à integração de estudantes estrangeiros e também estabelece limites para a concentração, em uma mesma turma, de alunos com dificuldades de domínio do idioma italiano.

O texto aprovado pelo Conselho de Ministros determina que alunos e outras pessoas não poderão participar de atividades escolares ou de encontros entre escolas e famílias com o rosto coberto de forma que impeça sua identificação. Embora o decreto não cite expressamente a burca e a niqab em sua redação final, o governo Meloni apresentou a medida como uma proibição dessas duas vestimentas islâmicas.

O niqab deixa apenas os olhos visíveis, enquanto a burca cobre completamente o rosto e o corpo, geralmente com uma tela de tecido na altura dos olhos. O hijab, que cobre os cabelos e o pescoço, mas deixa o rosto visível, não é atingido pela nova regra.

O decreto prevê exceções quando a cobertura do rosto for necessária por razões de saúde comprovadas ou estiver relacionada a alguma atividade escolar. O descumprimento poderá resultar em multas que chegam a 1 mil euros.