A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) passou a trabalhar para conter os efeitos políticos de uma informação falsa que associou o candidato à Presidência à suposta intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. Mesmo depois de o boato ter sido desmentido, de a GloboNews ter feito uma correção e de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinar a remoção das publicações que tratavam a informação como verdadeira, a narrativa continuou a circular nas redes sociais e passou a ser explorada na disputa eleitoral. 

A reação da campanha ganhou uma nova ação neste sábado (26), quando Flávio realizou uma live com pessoas ligadas a diferentes movimentos e tradições religiosas. Entre os convidados estavam Padre Kelmon, que disputou a Presidência da República em 2022, o pastor Ramon Lima, o reverendo anglicano Aldo Quintão e Sérgio Pina, pai de santo ligado à cantora Anitta.

A escolha dos convidados ocorre em meio à tentativa da campanha de reforçar a defesa da liberdade religiosa e responder à narrativa que colocou o candidato no centro de uma controvérsia envolvendo a devoção católica. A transmissão também amplia o discurso para além da relação de Flávio com o eleitorado evangélico, reunindo representantes de diferentes tradições religiosas. 

Ao mesmo tempo, a reação à decisão judicial ganhou uma segunda frente de ataques a Flávio nas redes sociais. Perfis ligados à esquerda passaram a impulsionar no X a expressão “católicos censurados”, em referência à determinação do ministro André Mendonça para que plataformas removam publicações que apresentem como verdadeira a informação de que Flávio pretende retirar o título de Nossa Senhora Aparecida.