Se o primeiro turno das eleições 2026 para presidente da República foi ofuscado pela crise no Supremo Tribunal Federal (STF), o segundo turno entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve todos os elementos — ou quase todos — de uma típica campanha do tamanho da disputa que termina neste domingo (25). Ataques, acusações, debates, manifestações, exércitos digitais, decisões judiciais… Nada disso faltou. As propostas é que foram jogadas para segundo plano.

Mal havia terminado o primeiro turno, com o candidato do PL ficando na frente do petista, o tom subiu quase que automaticamente. O confronto passou a ser, de fato, no um contra um, sem distrações de outros candidatos que participaram de uma eleição que já estava fadada a ser de Flávio e Lula.

“É o fim da era do PT. Está decretado o fim da era do PT, a mudança no nosso país. A era do PT que só está deixando como legado um recorde de mulheres assassinadas, um recorde de brasileiros endividados, um recorde de altos impostos, um recorde de desesperança, um recorde de empresas fechadas”, declarou Flávio Bolsonaro após os resultados do primeiro turno.

“O segundo turno é a prova dos nove”, disse Lula. “Apenas entre dois candidatos a gente vai poder mostrar a diferença das propostas que a gente tem para o Brasil”, completou o petista que colocou o oponente como representante de um “passado tenebroso”, em referência ao pai dele, Jair Bolsonaro.