O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes reconheceu a proteção pela imunidade parlamentar e rejeitou uma queixa-crime do deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) contra o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato à Vice-Presidência na chapa de Flávio Bolsonaro (PL). A decisão é desta sexta-feira (23).

O processo foi protocolado em abril de 2026 e foi distribuído por prevenção (conexão) ao decano, uma vez que ele já relatava outras duas petições relacionadas ao embate que também envolvia a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS).

Gaspar contou com a defesa do advogado Daniel Bialski, que também representa o ex-banqueiro Daniel Vorcaro nas apurações do caso Master. Já a banca que representou Lindbergh teve entre seus advogados Reinaldo Santos de Almeida Júnior, que atuou na defesa de Paulo Okamotto, ex-presidente do Instituto Lula, em um processo da operação Lava Jato.

A controvérsia envolveu acusações de estupro contra o deputado do PL. No final, Gilmar não viu indícios suficientes e arquivou o pedido de investigação. Surgiu, ainda, relatos de suposta simulação de depoimentos para incriminar Gaspar.