O governo do presidente argentino Javier Milei mobilizou pelo menos três órgãos para ajudar Flávio Bolsonaro a viajar aos Estados Unidos, segundo uma reportagem publicada nesta quarta-feira (28) pelo jornal argentino Clarín.

De acordo com o jornal, a operação teria contado com a participação da Secretaria de Inteligência do Estado (SIDE), do Ministério da Segurança e da Chancelaria argentina, além de ter sido acompanhada pelo Departamento de Estado americano.

A reportagem deu ainda mais detalhes sobre como autoridades argentinas teriam atuado para facilitar o deslocamento do senador e de sua família depois que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a entrega de seus passaportes, dias após o senador disputar o segundo turno da eleição presidencial no domingo (25), onde foi derrotado por Lula (PT).

Segundo o Clarín, o Ministério da Segurança, comandado pela ministra Alejandra Monteoliva, participou da operação por meio da Polícia de Segurança Aeroportuária (PSA), que teria escoltado os veículos que transportavam Flávio e sua família até o aeroporto de Puerto Iguazú, na província argentina de Misiones, na fronteira com o Brasil.