O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve publicar ainda nesta semana a medida provisória (MP) que estabelece as alíquotas do Imposto Seletivo, o chamado “imposto do pecado”, segundo afirmou o ministro da Fazenda, Dario Durigan.

Previsto na reforma tributária aprovada em 2023, o tributo foi criado, em tese, com caráter extrafiscal, para desestimular o comércio de bens e a prestação de serviços considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente (confira a lista abaixo), substituindo uma das funções do atual Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

Na prática, no entanto, o governo depende da arrecadação gerada pelo Imposto Seletivo para fechar as contas dentro da meta fiscal a partir do ano que vem. O Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa) de 2027, enviado pelo Executivo ao Congresso no fim de agosto, estima uma receita de R$ 41,9 bilhões com o imposto.

O cronograma da reforma tributária previa o início da cobrança do Imposto Seletivo em 1º de janeiro de 2027. Para isso, no entanto, o governo deveria ter fixado as alíquotas até o início deste mês.