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Steven Spielberg ia dirigir “Harry Potter”, mas desistiu por outro filme

O diretor Steven Spielberg revelou ao canal Turner Classic Movies que desistiu de dirigir “Harry Potter” para investir em outro projeto. Ele já estava em fase de seleção do elenco quando foi chamado para dar continuidade a “I.A. – Inteligência Artificial”, idealizado por outro gigante do cinema, Stanley Kubrick, antes de sua morte.

“Não havia roteiro e, depois de sua morte, eu estava no funeral, em sua casa (…) me abordaram para que eu assumisse o projeto de Stanley e, como ele pretendia, dirigisse o filme”, ​​relembrou. “E eu acabei desistindo de Harry Potter, que eu dirigiria em seguida”, revelou Spielberg.

Ele explicou que considerava que o livro em si já era um fenômeno cultural “avassalador” e que seria um filme enorme, por isso optou por abandonar o projeto. “Eu já tinha feito sugestões para o elenco, incluindo alguns dos atores mais experientes. Mas desisti.”

Baseados na série de livros da autora J.K. Rowling, os filmes do Harry Potter acompanharam o crescimento de uma geração e conquistaram fãs pelo mundo todo. Desde o lançamento do primeiro livro, em 1997, a história do jovem bruxo encantou leitores e não demorou muito para que a magia de Harry Potter ultrapassasse as páginas para as telonas do cinema.

A saga cinematográfica Harry Potter teve ao todo quatro diretores ao longo dos seus oito filmes: Chris Columbus, responsável pelos dois primeiros; Alfonso Cuarón, que dirigiu o terceiro “Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban”; Mike Newell, que dirigiu o quarto “Harry Potter e o Cálice de Fogo”; e David Yates, que dirigiu o restante dos filmes da franquia.

Spielberg e Kubrick eram amigos próximos e queriam trabalhar juntos

Kubrick comprou os direitos da história que inspirou “A.I. – Inteligência Artificial: Superbrinquedos Duram o Verão Todo”, escrita por Brian W. Aldiss, no final da década de 1970. O projeto passou por diferentes roteiristas e foi temporariamente arquivado enquanto Kubrick trabalhava em outros projetos. Devido à proximidade com Spielberg, o cineasta decidiu assumir o projeto em 1990.

“Significou muito para ele”, disse Aldiss ao The New York Times em 1999. “Havia algo ali sobre a incapacidade do garotinho de agradar sua mãe que tocou o coração de Stanley”, contou. “Steven adorava Stanley, e Steven costumava dizer: ‘Por que você não deixa Stanley e eu marcarmos um horário para conversar neste fim de semana?’ Porque eles nunca tinham uma conversa curta.”

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