Visto como um dos estados decisivos da disputa presidencial desde 1989, Minas Gerais chega à eleição deste ano reproduzindo o equilíbrio entre os dois principais candidatos. Levantamento da Gazeta do Povo com base na série de pesquisas Quaest realizadas neste ano mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) saiu de uma vantagem de seis pontos sobre Flávio Bolsonaro (PL) em abril para uma diferença de apenas um ponto em julho.

Na rodada mais recente, divulgada nesta semana, o candidato da oposição aparece numericamente à frente pela primeira vez, com 31% contra 30% do petista no cenário estimulado sem Pablo Marçal (PRTB). A redução da vantagem de Lula aparece de forma gradual na série.

Como a margem de erro é de três pontos percentuais, os dois permanecem tecnicamente empatados, mas a sequência mostra uma mudança no equilíbrio registrado pelo instituto ao longo do ano. Em abril, o petista tinha 33% das intenções de voto, contra 27% de Flávio, uma diferença de seis pontos. Em julho, os dois se aproximaram: Lula caiu para 30% e Flávio subiu para 29%, reduzindo a distância para um ponto.

Para o cientista político Elias Tavares, o equilíbrio em Minas Gerais ganha relevância porque o estado historicamente reproduz parte das divisões políticas, econômicas e regionais do país. “Quando Minas está dividida, é difícil imaginar uma eleição nacional tranquila”, afirma.