
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, determinou nesta sexta-feira (4) a instauração de um procedimento para apurar a conduta da Polícia Federal na elaboração do relatório que revelou mensagens entre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
A decisão da PGR mira a suspeita de que tenha ocorrido ordem ou interferência externa capaz de “macular” o conteúdo do relatório. O ministro André Mendonça levantou o sigilo do documento na terça (1º). Gonet informou o presidente da Corte, Edson Fachin, sobre a abertura do chamado “Procedimento de Controle Externo da Atividade Policial”.
No despacho, Gonet afirmou que Mendonça, relator do caso Master, mandou a PF identificar pessoas com prerrogativa de foro junto ao STF. A PGR afirma que a decisão judicial que balizou a produção do relatório “foi ocultada do Ministério Público”, impedindo o órgão de exercer o seu papel constitucional de controle externo da atividade policial — etapa que Gonet classificou como “essencial a qualquer investigação”.
A PGR afirmou que notificará formalmente a autoridade policial para que preste esclarecimentos detalhados sobre as circunstâncias em que o relatório foi confeccionado. Em paralelo, Gonet disse que aguarda a manifestação do plenário do STF para obter autorização formal de investigação.

















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