O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) negou, em diferentes ocasiões, pedidos de acesso a informações sobre registros de visitantes dos palácios presidenciais, despesas de viagens presidenciais, hospedagens de pessoas sem cargos públicos em embaixadas brasileiras, e documentos relacionados a atos oficiais. Desde 2023, 22.474 pedidos de acesso à informação foram negados pelo governo e em muitos casos o sigilo é de 100 anos.

A última semana da corrida presidencial vem sendo marcada por uma disputa sobre quebra de sigilos. Lula disse que abriria mão de seus sigilos fiscal e telefônico e desafiou o candidato Flávio Bolsonaro a fazer o mesmo.

Flávio mandou ao TSE uma autorização para que seus dados bancários e telefônicos sejam divulgados e cobrou que Lula divulgue a lista de pessoas que tiveram acesso ao seu gabinete e o detalhamento de verbas públicas gastas por meio de cartão corporativo.

A reportagem apurou que Lula mantém sob sigilo gastos de cartão corporativo que superam R$ 83 milhões. O argumento de Flávio é que a divulgação das despesas pagas com dinheiro público deve ter prioridade no debate sobre transparência entre os candidatos.