O batismo de uma fase da investigação da Polícia Federal contra Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula, gerou forte incômodo no Palácio do Planalto. Aliados do governo interpretam o nome “Elli” como uma referência provocativa ao gesto “Faz o L”, marca das campanhas petistas. A defesa de Lulinha classifica a escolha como política, ocorrendo às vésperas do ciclo eleitoral de 2026.

O que motivou a polêmica em torno do nome da operação?

A polêmica surgiu porque o nome escolhido para a fase da investigação, “Elli”, soa muito parecido com a letra “L”, que é o símbolo central das campanhas eleitorais do presidente Lula. Para o entorno presidencial e para os advogados de Fábio Luís, a escolha não foi por acaso e teria o objetivo de criar uma associação direta e negativa entre a imagem do presidente e o inquérito policial. Embora a palavra possa ter origens hebraicas significando “luz” ou “meu Deus”, a interpretação política de que seria uma provocação velada ganhou força imediata entre os aliados governistas.

Quais são as principais suspeitas investigadas contra o filho do presidente?

A Polícia Federal trabalha com a linha de apuração de que Fábio Luís poderia ter utilizado seu parentesco e influência para facilitar o acesso de empresários e interesses privados a estruturas do governo federal. Os investigadores analisam se ele articulou encontros com autoridades de alto escalão e se tentou viabilizar contratos com órgãos públicos, como o Ministério da Saúde. O caso é um desdobramento de uma investigação maior sobre fraudes no INSS, embora a defesa de Lulinha negue qualquer sociedade oculta ou participação em irregularidades cometidas por outros investigados.

Como a defesa de Lulinha reagiu publicamente ao avanço do caso?

A defesa, representada pelo advogado Marco Aurélio Carvalho, manifestou profunda indignação e perplexidade. Segundo os advogados, existe uma perseguição implacável movida por setores específicos da Polícia Federal que estariam atuando sob interesses político-eleitorais. A defesa alega que as provas utilizadas, como mensagens de celular, não tiveram sua autenticidade e integridade comprovadas, pois os advogados não tiveram acesso total à cadeia de custódia. Eles afirmam que os relatórios da polícia são baseados em ilações e que não existe prova de qualquer vantagem financeira ou ato ilícito.