
Em um vídeo publicado nas redes sociais, o empresário Gabriel Kanner relata ter sido agredido por um homem que fazia a segurança do local onde foi realizado o casamento do filho do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, o advogado Alexandre Barci de Moraes. O evento foi realizado no sábado (26), na Casa Fasano, no bairro Cidade Jardim, Zona Sul de São Paulo.
O registro publicado por Kanner mostra o momento em que seu celular é supostamente atingido pelo segurança e cai no chão. O empresário afirma ainda que foi empurrado pelas costas pelo homem que bateu no aparelho. “Tira o seu carro aqui”, diz o segurança.
Devido à presença de ministros do STF, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o esquema de segurança nos arredores do local foi reforçado. Segundo o portal UOL, havia receio de que a ocasião servisse como ponto de concentração de manifestantes em meio à crise entre ministros do Supremo e as revelações recentes indicando diálogos entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Apesar disso, não houve registro de protestos.
A Polícia Judicial, a Polícia Militar de São Paulo e a Guarda Civil Metropolitana foram mobilizadas para o casório, de acordo com a revista Veja. Em paralelo, agentes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) restringiram o trânsito em um raio de 200 metros ao redor da casa de eventos.
Kanner afirma que precisaria passar por uma das vias bloqueadas para voltar para sua casa após passar a manhã e a tarde de sábado trabalhando em um shopping em um treinamento para outros empresários.
“Aí às 18:30, eu saio do shopping cansado para voltar para casa, para ver minha esposa, meus filhos. Eu precisava fazer o retorno ali na saída do shopping para voltar para casa. E aí eu começo a ver um monte de carro de polícia”, conta, no vídeo publicado em suas redes sociais.
“Eu achei aquilo meio estranho, e aí eu vi carros escrito polícia judiciária. Aí eu não tive dúvida. Eu falei: ‘Isso aqui é o casamento do filho do Alexandre’. Aí eu parei o carro, desci, comecei a filmar a situação. Nisso vem um capanga e dá um tapa no meu celular”, relata.
Um primeiro vídeo com o registro do momento tinha mais de 15 milhões de visualizações na tarde deste domingo (27).
O empresário relata que, por causa do bloqueio, teve de fazer um trajeto maior para retornar para casa. No fim do vídeo, ele defende o impeachment e a prisão de Moraes. “Se ele não for preso pelos crimes que ele cometeu, qualquer um de nós, cidadãos brasileiros, trabalhadores, poderemos ser presos pelos crimes que não cometemos”, afirma.
Por envolver o nome do ministro, a reportagem pediu um posicionamento do STF e do gabinete de Moraes, mas não houve retorno do contato até a publicação desta matéria.
O empresário também foi procurado pelas redes sociais para dar mais detalhes sobre caso, mas também não houve retorno. O texto será atualizado com eventuais manifestações.

















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