O protagonismo da primeira-dama Rosângela “Janja” da Silva chama atenção desde que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) subiu a rampa do Palácio do Planalto, em janeiro de 2023. Socióloga formada pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), Janja, de 59 anos, mostrou desde o início que teria um papel ativo na gestão do presidente. Não está sendo diferente nesta campanha à reeleição.

Não foram poucas as polêmicas em que ela se envolveu ao longo do terceiro mandato de Lula. As controvérsias vão de declarações consideradas infelizes a episódios que provocaram constrangimentos diplomáticos — como as manifestações envolvendo a China e o empresário Elon Musk.

Também foi alvo de uma intensa repercussão sobre os gastos pessoais com dinheiro público relacionados às viagens internacionais dela, que chegaram a ser questionados em representações junto ao Tribunal de Contas da União (TCU).

A intensa exposição atraiu apoiadores, mas também duras críticas de opositores e, em alguns episódios, até de aliados. Janja foi acusada de controlar o acesso a Lula e de dificultar a aproximação entre figuras do partido e o presidente.